I CICLO DE DEBATES DO GEDEB



  • Teófilo Otoni - Auditório do NIPE - UFVJM
  • Início: 10/09/2019 14:30 - Término: 10/09/2019 18:30
Período de Inscrições: 26/08/2019 08:00 até 10/09/2019 14:30

                      Reflexões sobre a formação nacional a partir de Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado   
       
        O Grupo de Estudos em Desenvolvimento Econômico Brasileiro (GEDEB) foi formalmente criado em agosto de 2017. Formado por um coletivo de docentes e alunos vinculados à Graduação e Pós-Graduação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), a principal linha de convergência dos que compõem o GEDEB é a compreensão de que estudar os limites e as possibilidades do desenvolvimento econômico brasileiro, nos marcos do capitalismo, constitui uma tarefa histórica e teórica urgentes, principalmente levando-se em conta as tendências de esvaziamento do debate acerca do tema e o fortalecimento de análises atadas a movimentos conjunturais e de caráter a-histórico. Assim, torna-se imprescindível compreender a particularidade do capitalismo brasileiro, sem abrir mão de enfatizar as contingências impostas pelas relações com o capital estrangeiro na órbita do processo de reprodução ampliada do capital e das mudanças no padrão de acumulação capitalista ao longo do tempo.
            Por essa razão, os dois primeiros anos de trabalho do GEDEB, com reuniões quinzenais às terças-feiras, foram dedicados à leitura, estudo e debate de autores clássicos – e seus comentadores – que, invariavelmente, analisam o desenvolvimento à luz do processo histórico de formação nacional, mais especificamente: Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado. A despeito dos limites e divergências que possam haver em relação a tais autores, é inegável que, em grande medida, todos eles pensam o processo de desenvolvimento e formação nacional como mudanças estruturais que vislumbram a superação dos liames coloniais, consequentemente, a supressão dos nexos de dependência externa e a diminuição da profunda desigualdade social que marcam o Brasil.
            Respeitados os pontos de convergência, buscou-se, em cada autor, dar maior enforque ao que foi considerado um conceito-chave, ou objeto de síntese, com capacidade explicativa para o tema proposto e de interlocução com os demais. Dessa maneira, em Caio Prado Jr. foi alvo de maior atenção o sentido da colonização, como marco estruturante de nossa feição econômica e social, que se dedica a atender interesses forâneos (destacadamente o capital mercantil), e a tendência à reversão colonial em um país que ainda não vislumbrou a concretização da jornada de transição de uma economia colonial para uma economia nacional.
            Já em Florestan Fernandes, o padrão de dominação burguesa (autocracia) é visto como essencial para a apreensão do nosso capitalismo – dependente –, que repousa na subordinação externa e na reiteração da desigualdade como plataformas de reprodução. Não por outra razão, de acordo com o autor, uma contrarrevolução, como bandeira das burguesias atrasadas, foi responsável por barrar a transição de uma democracia restrita para uma democracia ampliada e reiterar os laços de sujeição aos interesses do capital monopolista na fase do imperialismo total.
            Em Celso Furtado, maior foco foi dado ao conceito de capitalismo pós-nacional, explicativo do momento histórico em que o alcance do capital monopolista, via empresas transnacionais, compromete cada vez mais as políticas, de fato nacionais, dos Estados, com consequências graves para países como o nosso, em processo de formação, acirrando o subdesenvolvimento.
            Cabe destacar que esses autores não se restringiram a analisar a especificidade do capitalismo brasileiro por meio do processo de formação nacional, o que por si só já seria de grande valia. Como requer toda teoria social que se preze a tal, os autores e suas obras constituem, também, um aparato político, uma vez que não só elencam os problemas estruturais de nosso país como também apontam vias de superação do subdesenvolvimento.
            É com vistas a realçar a relevância de tais autores, alinhavar os debates feitos ao longo de dois anos, divulgar os trabalhos do grupo, dialogar com a comunidade acadêmica e propor questões que nos permitam discutir e apreender a nossa realidade, que será realizado o I CICLO DE DEBATES DO GEDEB: reflexões sobre a formação nacional a partir de Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado.
            Convidamos a todos para esse momento de interação e reflexão na expectativa de que seja apenas o primeiro dentre muitos Ciclos de Debates.

 




Programação

I CICLO DE DEBATES DO GEDEB: Reflexões sobre a formação nacional a partir de Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado

Auditório do NIPE - UFVJM 14:30 às 18:30

Programação

14:30 Abertura

15:00 Formação Nacional e Desenvolvimento: reflexões a partir de Caio Prado Jr.


Apresentação: Bruna Medeiros e Olavo José da Silva 

15:30 Revolução e Contrarrevolução em Florestan Fernandes

Apresentação: Danne Vieira e Guilherme Stiegert Lage

16:00 Uma introdução ao pensamento de Celso Furtado

Apresentação: Gisleide Nascimento, Isabela Agapito e Matheus Pires

17:00 Debate
 

Integrante(s)


Danne Vieira - Palestrante -
Guilherme Stiegert Lage - Palestrante -
Gisleide Nascimento - Palestrante -
Isabela Agapito - Palestrante -
Matheus Pires - Palestrante -
Bruna Medeiros - Palestrante -
Olavo José da Silva - Palestrante -

Organizadores


Olavo José da Silva - Membro
Vanessa Follmann Jurgenfeld - Membro
Carlos Henrique Lopes Rodrigues - Coordenador
Thiago Marques Mandarino - Membro
Fernando Leitão Rocha Jr. - Membro
Danne Vieira - Membro
Gisleide Nascimento - Membro
Isabela Agapito - Membro
Bruna Medeiros - Membro
Mirelle Sampaio - Membro
Matheus Mattos Pires - Membro
Hagata Salim - Membro
Vinicius Figueiredo Silva - Membro
Guilherme Stiegert Lage - Membro
Wallas Gomes - Membro
Niciane Pereira Alves - Membro
Fernando Oliveira - Membro
Túlio Mariotti - Membro
Diego Ferreira Barbosa - Membro

Periodo de inscrições encerradas

Contato

Certificado

I CICLO DE DEBATES DO GEDEB



  • Teófilo Otoni - Auditório do NIPE - UFVJM
  • Início: 10/09/2019 14:30 - Término: 10/09/2019 18:30
Período de Inscrições: 26/08/2019 08:00 até 10/09/2019 14:30

                      Reflexões sobre a formação nacional a partir de Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado   
       
        O Grupo de Estudos em Desenvolvimento Econômico Brasileiro (GEDEB) foi formalmente criado em agosto de 2017. Formado por um coletivo de docentes e alunos vinculados à Graduação e Pós-Graduação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), a principal linha de convergência dos que compõem o GEDEB é a compreensão de que estudar os limites e as possibilidades do desenvolvimento econômico brasileiro, nos marcos do capitalismo, constitui uma tarefa histórica e teórica urgentes, principalmente levando-se em conta as tendências de esvaziamento do debate acerca do tema e o fortalecimento de análises atadas a movimentos conjunturais e de caráter a-histórico. Assim, torna-se imprescindível compreender a particularidade do capitalismo brasileiro, sem abrir mão de enfatizar as contingências impostas pelas relações com o capital estrangeiro na órbita do processo de reprodução ampliada do capital e das mudanças no padrão de acumulação capitalista ao longo do tempo.
            Por essa razão, os dois primeiros anos de trabalho do GEDEB, com reuniões quinzenais às terças-feiras, foram dedicados à leitura, estudo e debate de autores clássicos – e seus comentadores – que, invariavelmente, analisam o desenvolvimento à luz do processo histórico de formação nacional, mais especificamente: Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado. A despeito dos limites e divergências que possam haver em relação a tais autores, é inegável que, em grande medida, todos eles pensam o processo de desenvolvimento e formação nacional como mudanças estruturais que vislumbram a superação dos liames coloniais, consequentemente, a supressão dos nexos de dependência externa e a diminuição da profunda desigualdade social que marcam o Brasil.
            Respeitados os pontos de convergência, buscou-se, em cada autor, dar maior enforque ao que foi considerado um conceito-chave, ou objeto de síntese, com capacidade explicativa para o tema proposto e de interlocução com os demais. Dessa maneira, em Caio Prado Jr. foi alvo de maior atenção o sentido da colonização, como marco estruturante de nossa feição econômica e social, que se dedica a atender interesses forâneos (destacadamente o capital mercantil), e a tendência à reversão colonial em um país que ainda não vislumbrou a concretização da jornada de transição de uma economia colonial para uma economia nacional.
            Já em Florestan Fernandes, o padrão de dominação burguesa (autocracia) é visto como essencial para a apreensão do nosso capitalismo – dependente –, que repousa na subordinação externa e na reiteração da desigualdade como plataformas de reprodução. Não por outra razão, de acordo com o autor, uma contrarrevolução, como bandeira das burguesias atrasadas, foi responsável por barrar a transição de uma democracia restrita para uma democracia ampliada e reiterar os laços de sujeição aos interesses do capital monopolista na fase do imperialismo total.
            Em Celso Furtado, maior foco foi dado ao conceito de capitalismo pós-nacional, explicativo do momento histórico em que o alcance do capital monopolista, via empresas transnacionais, compromete cada vez mais as políticas, de fato nacionais, dos Estados, com consequências graves para países como o nosso, em processo de formação, acirrando o subdesenvolvimento.
            Cabe destacar que esses autores não se restringiram a analisar a especificidade do capitalismo brasileiro por meio do processo de formação nacional, o que por si só já seria de grande valia. Como requer toda teoria social que se preze a tal, os autores e suas obras constituem, também, um aparato político, uma vez que não só elencam os problemas estruturais de nosso país como também apontam vias de superação do subdesenvolvimento.
            É com vistas a realçar a relevância de tais autores, alinhavar os debates feitos ao longo de dois anos, divulgar os trabalhos do grupo, dialogar com a comunidade acadêmica e propor questões que nos permitam discutir e apreender a nossa realidade, que será realizado o I CICLO DE DEBATES DO GEDEB: reflexões sobre a formação nacional a partir de Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado.
            Convidamos a todos para esse momento de interação e reflexão na expectativa de que seja apenas o primeiro dentre muitos Ciclos de Debates.

 




Inscrições

Atividade Local Início Ação
I CICLO DE DEBATES DO GEDEB: Reflexões sobre a formação nacional a partir de Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Celso Furtado Auditório do NIPE - UFVJM 10/09 14:30

Programação Online

Atividade Início Término Visualizar